This is your fashion revolution

A revolução na moda já começou, e apesar da semana que marca o evento mundial Fashion Revolution ter acontecido na semana passada, proponho um post sobre um outro tipo de revolução, uma revolução mais pessoal, mais intima e que vamos construindo na vida.

Para começar, gostaria de mais uma vez ressaltar a diferença entre consumo e a relação que você tem com as suas roupas. Eu gosto de pensar nas minhas peças com carinho, pensar sobre o que vestir pra mim, é mais do que um simples ato de consumo, é sobre pensar nas formas de expressar um pouco do que eu sou.

A internet está lotada de fotos perfeitas e imagens perfeitas (apesar da estética do perfeccionismo estar sendo contestada), as pessoas se perdem em meio a tantas opções de compra.

Saia um pouco da rede, comece a prestar atenção às suas necessidades.

Precisamos nos libertar das amarras da indústria da moda, sair do ciclo diabólico hiperconsumista que tanto teima em tentar definir nossa existência.

Essa revolução da moda é sobre você e você mesmo, e não sobre a sua próxima compra.

As marcas precisam ter proposito e precisam ganhar dinheiro fazendo o bem, mas nem por isso você precisa comprar mais do que comprava.

Não é sobre comprar apenas produtos sustentáveis, comprar em si, não é um ato sustentável, a ideia é aprender a se conhecer e se livrar do que não é útil.

(F)útil

A proposta dessa revolução é fazer você rever seus conceitos, reavaliar as questões que te levam a comprar coisas inúteis.

Entender que comprar não é ansiolítico.

Aprender que roupas são utensílios que devem dar prazer, que servem como forma de expressão identitária e que não são, necessariamente, regras impostas pela indústria e pelas grandes marcas.

Quem são essas grandes marcas? O que elas pensam?

Não sei, sei o que eu penso. E penso que cada vez mais precisamos tomar as rédeas da nossa vida, inclusive quando o assunto é moda. Proponho esquecer esse lado hiperconsumista que teima em deixar a vida mais sombria.

Proponho esquecer das regras que insistem em poluir sua mente com falsas morais e ideias.

Quem sabe não é hora de criar algo novo? De ser quem você sempre quis, atenta às suas necessidades e gostos pessoais, consciente do seu papel como ser humano e do papel que as roupas têm na sua vida.

Refletir sobre moda leva a mudanças de paradigmas antes impensáveis.

O excesso de informação cria uma confusão sem tamanho e te tira do seu caminho. Interrupções e ruídos que a longo prazo te confundem. Fica difícil pensar claramente com tantos publiposts no Instagram, e é quase impossível fugir do mais do mesmo que a indústria teima em impor como tendência.

Tendência pra mim é se livrar do que não é mais útil, é se desligar do mundo das imagens, reaprender a caminhar e deixar o uber descansar de vez em quando.

Essa revolução que eu proponho é uma revolução intima e pessoal mas que pode mudar o mundo.

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