“Substitua consumo por autoestima.”

Sentido

Li essa  frase da Oficina de Estilo no livro “Moda com Propósito” – que eu super indico, inclusive! –   e acho que ela tem super a ver com a minha opinião sobre roupas e a forma como lidamos com elas. Aliás, vamos começar separando a nossa relação com as nossas roupas da nossa relação com o consumo.

Compramos muitas coisas que não precisamos. Gastamos muito tempo das nossas vidas para ganhar dinheiro, e gastamos em segundos com roupas (e coisas) que simplesmente param de fazer sentido com o tempo e passam apenas a encher a casa.

Consumir sem ser consumido

Consumir de maneira mais consciente é uma maneira de deixar sua vida repleta de coisas que fazem sentido, que te fazem sentir melhor, mais feliz. A moda é muito importante na vida das pessoas, e quando digo moda, não me refiro a esse bombardeio consumista que a indústria impôs. Eu me refiro à moda como forma de expressão, como forma de contar a minha história do dia, de mostrar um pouco de quem eu sou, ou de como eu estou me sentindo.

Precisamos ter uma relação menos tóxica com o consumo. Precisamos realmente rever a nossa relação com roupas e com a vida: conseguimos manter um equilíbrio? Sentimos prazer ou nos sentimos apenas ansiosos quando pensamos em nossos desejos de compras?

Se vestir de você diariamente

Nossa relação com a moda tem que ser saudável. Eu acredito em sentimento, acredito em peças que funcionem, mas que tenham significado para você. Eu acredito que “se vestir” é um processo e que vamos aprimorando com o tempo. Quanto mais nos conhecemos melhor nos vestimos.

Me irrita um pouco essa cultura Kardashian-Global padronizada que parece ter tomado conta das pessoas. É preciso explorar mais o seu armário e as suas roupas, aprender errando o que funciona e o que não funciona no seu corpo ou no seu dia-a-dia. As pessoas viraram zumbis de tendências frívolas. O que eu vejo por aí é um monte de mais do mesmo. Tudo igual, e caro, muito caro.

Pense antes de comprar

Consumir moda mainstream ficou caro. Tudo ficou caro. A ideia é parcelar, assim você trabalha eternamente para comprar mais coisas inúteis que te obrigarão a trabalhar mais para eventualmente perceber (ou não) que a vida acaba de passar na sua frente. Eu não costumo mais ir ao shopping, tem quase um ano que não vou.

O processo de consumir de forma mais consciente precisa começar de alguma maneira. Nós consumidores precisamos saber que temos tanta responsabilidade quanto as marcas e que podemos escolher quais causas apoiaremos com o nosso dinheiro. Não adianta militar e comprar na Bobô. Então, proponho começar.

Cada um no seu tempo

Só o fato de você ter lido esse post até aqui já mostra que seu processo de libertação começou. Pensar no impacto das suas decisões de compra é um bom começo. Dá para começar do seu jeito, devagar. Cada um tem seu tempo, e como já disse, mudar hábitos de consumo e a forma como lidamos com o “se vestir” é um processo.

Proponho primeiramente que vocês comecem pelo começo: tirem tudo do armário e exercitem o desapego: tudo o que vocês não usarem deve ir para a sacola de DOAÇÕES. Não usou por mais de seis meses não vai usar mais. Claro que precisamos considerar as estações do ano, mas de verdade, vamos desapegar? Fazer as peças girarem, ficar apenas com o que serve e funciona? Tudo o que você gosta e que te dá prazer em usar.

Desapegar é a meta!

Esse é o primeiro dever de casa de vocês. Continuaremos após a limpa do armário com um post inteiro com dicas para fazer as peças que ficaram girarem e fazerem sentido na sua vida.

Hora de dizer adeus ao entulho!

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