Escolhas inteligentes para você consumir com mais consciência e aprender a comprar melhor

Falo sempre em consumir de maneira mais consciente, mas o que é ter consciência?

Em primeiro lugar, é preciso entender o significado de consciência. Entender que o consumo consciente é única maneira de se comprar melhor, ou seja, comprar menos e comprar apenas o que faz sentido na sua vida.

E eu acho que ter consciência nesse caso, é sobre pensar no outro, sobre não esquecer que não vivemos sozinhos e que nosso planeta precisa de cuidados.

Mas será mesmo que ao incluirmos o tema consciência em nosso dia-a-dia passamos a perceber algumas mudanças práticas que influenciam diretamente o meio em que vivemos?

Eu acho que sim.

Vamos ser realistas, repito sempre: compre menos, compre melhor.

Então… sabe o que isso quer dizer?

Acima de tudo, temos o poder fazer escolhas inteligentes que prejudiquem menos o o corpo e o planeta.

Em segundo lugar, ao fazermos escolhas mais inteligentes, pensamos mais.

E o que acontece?

Ou enlouquecemos por não conseguir melhorar, ou vamos evoluindo e mudando padrões indesejáveis, inclusive o padrão de comprar sem pensar, e não usar, e infelizmente descartar.

1. Compre peças de segunda mão

E viva os brechós! Sim, precisamos cultivar a cultura dos brechós! É a maneira que eu encontro de comprar, já que eu evito ao máximo comprar peças novas: prefiro economizar os recursos naturais que seriam gastos para produzir novas peças.

Enquanto não entendermos que as ações levam à reações que não podemos controlar, teremos problemas.

É assim que funciona!

1 in 2 out rule

Vocês conhecem uma regra bem bacana para compensar a compra de peças novas?

É assim, ó: quando uma peça nova é adquirida, duas precisam ser doadas (vendidas, reformadas, você comprou, agora faça sua compensação).

Ainda assim precisamos reduzir o nosso consumo. Essa é uma ideia para quem tem muita dificuldade de ter um armário mais minimalista.

2. Valores.

De fato, o que você precisa ter em mente é que: quando precisar comprar qualquer coisa, seja qual for a utilidade, de preferência para marcas que produzam de maneira ética, que respeitem os princípios de sustentabilidade e que defendam causas que você se identifique.

É provável que você se surpreenda com a quantidade de marcas legais que não conhecia e que além de produzir coisas, tenham uma missão bacana!

Depois que começar a repensar suas compras, não vai mais conseguir parar.

3. Cuide das suas coisas.

Em outras palavras, compre menos e trate suas peças com carinho, tire elas do armário, cuide do que você tem.

É provável que você perceba rapidinho que quanto mais você cuida das suas coisas, mais tempo elas duram.

4. E falando em consertar…

Sem dúvida nenhuma, cuidar das suas roupas faz parte do compromisso subentendido na hora da compra.

Além de cuidar, você precisa estar disposta a consertar as suas coisas.

Só que não adianta esperar estragar tudo, é melhor levar seus sapatos ao sapateiro logo no primeiro problema, costurar roupas com pequenos rasgões, botões, zíperes, etc.

Para que suas roupas durem, siga as instruções de lavagem e dê a atenção que cada peça exige, ou ela não irá durar.

Não tem mágica, para as peças durarem, precisam ser bem cuidadas.

5. Transitional Pieces

Seja como for, aqui estou eu mais uma vez falando sobre peças transicionais (podemos chamar de transitional pieces, né?)

Peças que funcionam em diferentes ocasiões

Por mais que eu tente não consigo evitar escrever sobre o tema: eupoderia fazer 1.000.000 de posts sobre essas peças. São as peças que não pertencem a nenhuma estação do ano específica por pertencerem a todas.

Seja como for, as pessoas precisam entender que a arte de um armário funcional é aprender que todas (ou quase todas) as suas peças podem ser utilizadas sempre, independente da estação.

Ou seja, um guarda-roupa extremamente funcional que não te deixa na mão nunca.

Teoria da Pirâmide – WeFashionTrend é uma das opções

Para isso, você precisa ter uma relação equilibrada com o seu armário, e para ter uma relação saudável com as suas roupas, precisa antes de tudo se conhecer.

Já leram a nossa série Closet Rehab? Aqui e aqui você encontra algumas dicas práticas e exercícios para melhorar a sua relação com as suas roupas e a sua auto-estima!

6. Radical não é chique.

– E eu terei que me vestir igual o ano inteiro?

– Não, você pode usar o que quiser sempre!

A ideia é ter um armário com peças que expressem quem você é, que traduzam de alguma maneira sua personalidade, o que você pensa, que mostre um pouco do seu mundo, de como você se sente.

Sendo assim, conseguir alcançar um armário funcional significa que você aprendeu a coordenar suas necessidades com as suas roupas.

Você precisa não apenas entender as suas necessidades, como também entender que você quer expressar ao se vestir.

Seja como for, para acertar é preciso errar muitas vezes. É preciso entender o seu estilo para passar a acertar mais do que errar, e é só com a prática que dominamos a arte do vestir.

Indico o trabalho da jornalista e blogueira Cris Guerra, é muito legal.

7. Pegue emprestado.

Por fim, quando me perguntam se eu acho que a gente tem que ter de tudo no armário eu digo não.

Não precisamos de peças que nunca usamos. Não precisamos mesmo.

Por mais roupas que tenhamos sempre acreditaremos estar falando algo.

É assim que funciona, então ao invés de comprar, comprar e comprar, seja em brechós ou em lojas, acho que chegou a hora de internalizar uma nova economia, uma economia que prolongue o tempo de vida das nossas coisas.

Precisamos aprender a ver a nossa rede de amigas como uma ROUPATECA, sim, quando entendermos que cuidando e pegando emprestado (e emprestando, lógico) há uma maximização surreal de opções de combinações.

Economize.

Sem contar que você não precisa gastar milhões de reais em peças que não vai usar quase nunca.

Aprenda a fazer seu dinheiro render, peça emprestado. Empreste. Faça a economia girar.

8. Cada um tem o seu processo, no seu tempo, da sua maneira.

Não adianta, essas são mudanças que envolvem quebras de muitos paradigmas impregnados em nossa cultura. É uma questão de mudar hábitos e conceitos.

Precisamos consumir sem ansiedade, sem essa loucura que a industria e a mídia nos colocam. Precisa ser uma relação saudável, como todas as outras que temos.

Como é o seu processo? Quais hábitos você tem banido da sua vida e quais tem incorporado a sua rotina!?

Fotos: google images

Facebook Comments

Veja também:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *