Consciência

Já parou para pensar sobre o tema sustentabilidade na moda? Resolvi começar escrevendo sobre a indústria da Moda por estar lendo sobre o assunto e cada vez me chocar com os números e com o descaso tanto de quem compra quanto de quem produz.

Claro que eu vivo em uma bolha onde consumir de forma consciente se tornou parte da minha vida e mudou a maneira como eu lidava com roupas, moda e até com meus objetivos profissionais e pessoais.

Esse primeiro post é apenas para fazer você pensar como a Indústria da Moda não pode ser linear. Ela precisa ser circular.

Quem sabe você não começa o seu processo de alguma maneira e começa a tornar-se um pouco mais consciente que o mundo não existe sem três pilares básicos: as marcas precisam fazer a diferença com suas atitudes no âmbito social e ambiental e ainda ganhar o dinheiro delas!

A conta é simples: não temos um PLANETA B. As empresas de moda lidam com escassez de recursos naturais.

O consumo vai além do materialismo, e as empresas e o consumidor precisam reduzir os impactos socioambientais. Tá, agora ela esqueceu que está escrevendo sobre moda e virou a eco-chata. Não, precisávamos começar de algum lugar.

Eu parto do princípio que a única maneira de conseguir controlar toda a destruição é fazer a sua parte. Isso é válido pra todo mundo, pessoas, marcas, lojas, todo mundo tem responsabilidade já que todo mundo participa.

Claro que cada ator (inclusive o consumidor, mas esse é um assunto que gostaria de tratar em um post inteiro) precisa fazer sua parte, mas as soluções e propostas apresentadas até agora pelas marcas e pela Indústria não são eficientes e não resolvem ou resolverão os problemas atuais e muito menos os futuros.

Eu fico chocada quando leio que uma única camiseta 100% algodão utiliza aproximadamente 120 litros de água apenas na produção de suas fibras. Caso sua camiseta 100% algodão seja colorida podem ser gastos entre 1200-2700* litros de água dependendo da técnica de tingimento usada. Sem contar que pra deixar a cor pegar bem, as peças precisam ser mergulhadas em banhos com temperaturas que podem chegar a 100 °C que precisam de muita energia para aquecer toda essa água.

Você também não fica chocada?

A mudança precisa acontecer de dentro pra fora, empresas precisam ser responsabilizadas ao contratarem pessoas que não tenham seus direitos básicos como seres humanos garantidos no ambiente de trabalho. Salários justos, menos pesticidas na produção, certificação de origem (você precisa saber de onde suas roupas vem, como são produzidas), saber que a marca que você escolheu opta por cuidar do meio ambiente e investir no sucesso das comunidades onde estão inseridas.

Eu honestamente passei a evitar shoppings e grandes marcas, não que tenha jogado fora minhas coisas. Acredito que as peças tenham um ciclo de vida, e eles podem ser prolongados. Acredito que você pode mudar a maneira como lidar com as suas roupas, com a sua casa. Aprender a viver com menos, porém com mais qualidade (de vida e de coisas).

Tudo é um processo, ninguém começa do mesmo ponto, nem percorre o mesmo caminho, ele é único, pessoal e intransferível. Começar a pensar na moda como um modelo circular é um bom começo.

Dados sobre a Industria da Moda: “The Pulse Of Fashion, 2018” dosponível para download aqui.

fotos: google pictures, pinterest, atopos

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