Beleza não é valor, você é mais do que a sua aparência.

Beleza não é valor

 É absolutamente inquestionável o peso que a beleza tem ─ e sempre teve ─ na vida de nós mulheres. Desde crianças somos condicionadas a andar de lacinhos, brincos de florezinhas e sorriso nos lábios. Semelhante á bonecas perfeitas, arrancando diversos elogios de toda a família. Mas não nos dizem quando crianças que a Beleza não é valor.

Beleza não é valor, por favor!

O tempo passa, a gente cresce e a coisa só piora. Quando entramos na adolescência, mediante a brutal exposição á duvidas e inúmeras referências estereotipadas, começamos a nos opor aos nossos próprios corpos. Formas, texturas capilares e até mesmo cor dos olhos viram defeitos. Tudo isso, em vista de uma aparência ditada magnífica que nos é cobrada. E que se não é devidamente atendida. E isso nos coloca a um pagamento muito caro: a falta de estima. Me arrisco seriamente a dizer que tem sido o grande mal feminino nos últimos tempos.

Mais tarde, vem à fase adulta. Nela ainda muito preocupadas com esse tipo de conceito em estarmos belas a todo custo. Caímos na armadilha do medo do amadurecimento e velhice, o medo de deixarmos de sermos atraentes e com essa tese perdemos o sentido na vida. A partir disto, é que começamos a ser adeptas ─ não exatamente por vontade, contudo, pelas falsas verdades imputadas ─ aos procedimentos estéticos a fim de adiarmos ao máximo, as marcas que o tempo trás a qualquer um.

Não há limite na perversidade desse assunto. Essa questão segue muito além do discurso em voga dos padrões de beleza caucasianos, magros e longilíneos que implantam por aí. O padrão requisitado para nós do gênero feminino, sempre foi o de ser/estarmos bonitas e ponto. Como se este fosse o único item em que as mulheres tivessem algo de bom a poder oferecer.

A beleza que é esperada de nós

Através do tempo, pela sociedade, mídia e grandes marcas de cosméticos, redefiniu-se o significado da beleza, passando-a de uma mera e discutível característica a um valor único e irrefutável em nossa rotina. Uma vez que se uma mulher não tem a beleza esperada às vistas do mundo, ela é automaticamente descartável, marginalizada e sem relevância em sua coletividade. Se uma mulher é chamada de feia durante uma discussão ou, sob qualquer outra circunstância, ela perde o poder de fala. Nada é mais forte ou importante que validação da sua aparência.

É preciso urgentemente que nós tenhamos a coragem de descontruir tamanha asneira. A coragem de debater essa terrível obrigatoriedade de se apresentar bonita a todo minuto, e se acaso não estivermos assim, deixar de sermos consideradas desleixadas ou não vaidosas ─ críticas que ainda persistem em influenciar tanto a nossa cabeça.

Saiba que você não é obrigada a ser linda e sim, a encarregada de ser apenas você e dessa maneira. Busque suas conquistas da forma mais serena possível.

Meninas, não se torturem tanto!

Ao invés disso, questionem-se um bocado a mais e quantos mais vocês conseguirem sobre essa premissa.

E antes que venham me falar que esse texto é um mimimi de mulher mal amada e feia, releiam até compreenderem onde está o drive corrompido que lhes causam esse tipo de pensamento. Espelho eu tenho em casa e sou muito contente com o que vejo nele. Durmo bem e espero que a partir deste artigo, vocês também.

 

texto de:

Facebook Comments

Veja também:

4 Comentários

  1. Adorei a coluna! <3 Sou suspeito para falar da Olivia, que é uma das escritoras mais carismáticas e inteligentes que eu conheço. Mas não poderia deixar de comentar e parabenizá-la. A beleza está em todos os lugares; em um gesto bondoso, em uma conversa interessante, em uma troca sincera de olhar… Basta querermos enxergá-la. Adorei!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *