5 dicas para quem quer se tornar vegan

dicas para se tornar vegan

Algumas pessoas pensam que se tornar vegan é difícil, ou mesmo caro. Não é. E hoje eu dou 5 dicas práticas para você que quer se tornar vegana ou vegano.

Para quem ainda não me conhece, prazer, me chamo Melissa e já contei como me tornei vegana aqui.

Se tornar vegan é difícil?

No início pode parecer meio complicado, a gente se sente meio perdida. Mas na prática diária, você vê que é muito mais simples do que imaginava.

É caro se tornar vegana / vegano?

Quanto menos à base de produtos vegetais industrializados for sua alimentação, mais barata ela vai ser.

Então é só mudar a alimentação?

Não. Pois o veganismo é uma forma de viver que exclui, na medida do possível e praticável, todas as formas de exploração animal. Então é necessário também compreender as opressões que impomos aos animais não-humanos e ter um olhar alinhado aos direitos animais.

Algumas outras práticas adotadas por pessoas veganas são: o boicote ao “entretenimento” que envolve exploração de animais, como rodeios, circos com animais, entre outros; boicote a empresas que testam em animais; e a outras formas de exploração animal.

Esclarecido esse pontos, deixo aqui algumas dicas para quem quer virar vegana/vegano.

1. Primeiro introduza vegetais na sua alimentação

Eu vi essa dica com a Sandra Papacapim e só pude concordar! Enquanto onívoros, geralmente, temos o péssimo hábito de comer massas e carnes, e repudir os vegetais. Eu conheço pessoas que sequer provam frutas! Mas se tornar vegetariana é mais fácil para quem tem o hábito de comer vegetais.

E você pode criá-lo introduzindo um alimento novo por vez. A partir de hoje você prova abóbora. Amanhã, além dela, já prova outro vegetal que nunca comeu antes.

Se permita conhecer novos sabores e a sentir prazer em comer frutas e verduras, seja in natura ou nos mais variados preparos. É um universo de possibilidades a se explorar!

2. Reduza os ingredientes de origem animal até deixar de comer qualquer um deles

Deixar de comer insumos de origem animal de uma hora pra outra não é fácil para todo mundo pela questão do hábito. Algumas pessoas conseguem se tornar veganas sem essa fase de transição e acho incrível. Mas, infelizmente, não são todas.

Então, uma estratégia (que eu mesma usei) é começar a recusar consumir os que você menos gosta, ou seguir outro critério a sua escolha. E não faça substituições de um animal por outro, por exemplo: deixou de comer vaca, mas come frango em todas as outras refeições. Não, isso não ajuda.

O mais adequado é fazer da seguinte maneira: no dia que comeria carne de vaca, não comer nenhuma carne de nenhum animal. E, assim, sucessivamente. Mas nada de se acomodar, então estabeleça metas de curto prazo.

3. Assista documentários

Assistir a documentários é uma ótima forma de se informar quanto ao impacto que causamos aos animais ao consumirmos partes de seus corpos e secreções. Esse impacto se estende ao planeta e às pessoas.

Então eu recomendo os seguintes documentários: Terráqueos, que fala da nossa relação de exploração com os animais; Cowpiracy, que trata do impacto do consumo de carnes e derivados animais ao meio ambiente; e Carne Osso, que mostra a exploração dos trabalhadores pela indústria de carnes e laticínios.

Depois se vocês quiserem, posso abordar só dicas de documentários num post especial. Me contem nos comentários.

4. Leia livros e textos sobre as questões éticas do veganismo e direitos animais

Se tem uma forma excelente de se aprofundar na questão ética e sobre os direitos animais é ler livros que abordam esse assunto. O veganismo é uma questão política, é uma escolha de não opressão aos animais não-humanos.

Então, é fundamental entender o preconceito que está por trás do nosso pensamento de considerar ok explorarmos e consumirmos os animais para o nosso prazer – esse preconceito é o especismo. E pra começar essa jornada, eu indico os livros de Robson Fernando, que tem uma linguagem e valores bem acessíveis para fortalecer seu veganismo.

5. Cuide da sua saúde

Que cuidar da saúde é importante para todas e todos é fato! Mas eu também deixo como dica porque, algumas vezes, principalmente na fase de transição, a gente se acomoda, caindo em ciladas como recorrer sempre às massas e queijos, ou mesmo se empaturrando de industrializados vegetais.

A gente meio que esquece que há alimentos riquíssimos em nutrientes presentes no dia-a-dia, como arroz, feijão, frutas, oleaginosas, entre outros. Então é necessário aprender o básico de nutrição para se alimentar bem. Aliás, essa dica vale para todas e todos!

Essas dicas NÃO dispensam a consulta ao nutricionista.

E você não precisa ser “A vegana saudável”, mas lembre-se que sempre vai ser questionada por pessoas não-veganas sobre a sua saúde.

Espero que vocês tenham curtido o post, e me sigam nas redes sociais, que estão logo aí embaixo. Beijos e até a próxima!

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